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Situada a nove quilômetros da sede de Roca Sales, a localidade de Fazenda Lohmann foi povoada por descendentes de imigrantes alemães. A área de terras, que corresponde atualmente à comunidade, pertenceu a Cláudio José Monteiro, que, em 1870, vendeu as 24 colônias para George Karl Lohmann, nascido na Alemanha. Um de seus filhos, Theobaldo Henrique Lohmann, continua residindo nessa área. De lá para cá, muita coisa mudou na vida dos moradores. Da estrada geral que corta a Fazenda Lohmann são vistos grandes aviários industriais, e a passagem do carro de boi que leva o pasto para os animais. O sino da igreja, todos os dias, marca a vida do lugar. Com o passar dos anos, enquanto as famílias reduziram seus membros, cresceu a demanda por bens de consumo. As antigas formas de cultivar a terra também se modificaram com a utilização de maquinários e insumos químicos. Hoje, marcando o centro da vida comunitária, está a Igreja Evangélica, que fica ao lado do cemitério. Do outro lado da estrada está o salão comunitário. Ao longo da mesma estrada também estão situados o templo católico e seu salão. Ainda uma antiga construção que um dia abrigou uma casa comercial, cujo salão, em revezamento com o de outro estabelecimento comercial, sediava os bailes na época em que não havia ainda sido erguido o salão comunitário. Também à beira da estrada há uma serraria, uma oficina mecânica, duas casas comerciais e um bar. Em um dos estabelecimentos comerciais e no bar há canchas de bocha, que servem de ponto de encontro, especialmente os jovens, que ali se reúnem nos finais de semana e, durante o verão, nos inícios de noite, depois do futebol. Paralela ao rio e à estrada, ao longe, fica a ferrovia do trigo. Na geração de empregos, destaca-se uma cerâmica e um ateliê de calçados. Grande parte das famílias que vivem em Fazenda Lohmann é associada à comunidade da Igreja Evangélica, que conta ainda com a Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (Oase). Há, ainda, os clubes de mães e de futebol e a Sociedade de Cantores Alegria, fundada em 1914. Uma das tradições mantidas pela comunidade são os bailes de Kerb. Uma das bebidas de Kerb, relatam moradores, era o Spritzbier, uma espécie de cerveja caseira preparada pelos próprios colonos à base de gengibre. Cada família produzia entre 40 e 50 garrafas. A bebida era produzida em uma fábrica situada em Costão, em Estrela. Atualmente, vivem no local cerca de 120 famílias. As informações citadas nesta coluna foram coletadas para um trabalho acadêmico pelas professoras Renata Menasche, Leila Claudete Schmitz e Karen Lohmann. Quem também guarda boas lembranças de Fazenda Lohmann é o pastor aposentado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Sírio Rickert, residente em Lajeado. O religioso frequentou o curso primário na Escola Duque de Caxias, entre 1938 e 1944. ?Época muito importante de nossa vida e que nos marcou profundamente. O colégio tinha em torno de 150 alunos?, recorda ele, que também atuou em Palmitos (SC), Arroio do Meio e como professor no Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat), em Lajeado. Fonte: Jornal "O Informativo do Vale". www.informativo.com.br Por: Alício de Assunção
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