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A história migratória da Alemanha
Samstag, 19. September 2015 um 16:39 Uhr

Da chegada dos protestantes franceses no século 17 ao atual afluxo
de refugiados, passando pelos trabalhadores convidados da Turquia:
movimentos migratórios fazem parte da história alemã.

A Europa que gerava emigrantes
A chegada dos protestantes franceses no século 17, o movimento emigratório
de alemães para os Estados Unidos, no século 19, e a imigração de trabalhadores
poloneses, até a Primeira Guerra Mundial, mostram que movimentos migratórios
sempre fizeram parte da história alemã.

Século 17: Guerras religiosas na Europa
Durante a Guerra dos Trinta Anos, muitas pessoas fugiram dos exércitos
saqueadores. As atrocidades cometidas por tais tropas e a transmissão de
doenças despovoaram regiões inteiras. Após a Paz da Vestfália, em 1648,
muitos refugiados voltaram à sua terra natal. Príncipes alemães convidaram
trabalhadores de toda a Europa para morar em suas terras com intuito de
transformá-los em diligentes contribuintes.
Um dos maiores grupos era formado pelos protestantes franceses que
fugiam das represálias do rei católico Luís 14. Por volta de 35 mil huguenotes
se estabeleceram principalmente no norte da Alemanha.

Século 18 e 19: Diáspora alemã
Quebras de safra e fome em regiões de língua alemã obrigaram as pessoas
a emigrarem. Entre 1688 e 1800, por volta de 750 mil alemães se mudaram
para o leste e para o sul da Europa. Ao longo do século 19, o movimento
migratório continuou a crescer, mas mudou de direção. Até o final do século
19, mais de 5 milhões de alemães emigraram para os Estados Unidos.

Final do século 19: Indústria atrai imigrantes
A fundação do Império Alemão, em 1871, acelerou a industrialização da Alemanha.
Apesar da diminuição da emigração, a mão de obra não era suficiente. A Alemanha
se tornou novamente um país de imigração. Na véspera da Primeira Guerra Mundial,
por volta de 1,2 milhão de imigrantes trabalhavam na Alemanha, provenientes
principalmente da Polônia.

1918-1933: Caos da República de Weimar
As alterações de fronteiras após a Primeira Guerra Mundial forçaram a realocação
de mais de 10 milhões de europeus. A Revolução de Outubro levou centenas de
milhares de russos à Alemanha. Fugindo da turbulência interna política e econômica
da República de Weimar, os alemães, por sua vez, emigraram para a América do Sul.

1933-1945: Deportação e emigração forçada
Centenas de milhares de pessoas vítimas de perseguição política fugiram do terror
nazista entre 1933 e 1939, entre elas de 400 a 500 mil judeus que viviam na
Alemanha. Durante a Segunda Guerra Mundial, foram empregados até 12 milhões
de trabalhadores forçados na Alemanha. Um número ainda maior de pessoas no
Leste Europeu foi perseguido ou deportado pelas tropas alemãs, que ali procuravam
criar áreas de assentamento para o "povo alemão".

1945-1955: Realocação, expulsão, deportação
A partir de 1943, o feitiço virou contra o feiticeiro. Os alemães passaram a fugir
do Exército Vermelho soviético. Nos anos do pós-guerra, por volta de 13 milhões
de alemães foram sistematicamente expulsos de antigas regiões alemãs, que foram
ocupadas e hoje não pertencem mais à Alemanha, mas também de outros países
do Leste Europeu.
No total, a Segunda Guerra fez com que de 50 a 60 milhões de europeus – por volta
de 10% da população – se tornassem refugiados, deslocados ou deportados.

1949-1961: Migração da Alemanha dividida
Com a fundação dos dois Estados alemães, a história migratória também se dividiu
temporariamente. Comum a ambas foi o fato de que, a partir de meados da década
de 1950, tanto a República Federal da Alemanha (RFA) quanto a República
Democrática Alemã (RDA) empregavam trabalhadores estrangeiros. Assim,
a antiga Alemanha Oriental tentava compensar, principalmente, a emigração
de 2,7 milhões de pessoas para a RFA, até a construção do Muro de Berlim em 1961.

1949-1989: Migração contratual socialista
Entre 1966 e 1989, a liderança da RDA trouxe cerca de meio milhão de trabalhadores
para o país. Os "trabalhadores contratados" vinham do Vietnã, do bloco soviético
europeu, mas também de países socialistas irmãos, como Moçambique e Cuba.
A permanência deles era temporária e o contato com a população da RDA não era
desejável. Na época da Reunificação, cerca de 100 mil trabalhadores migrantes
viviam no leste alemão.

1955-1973: Trabalhadores convidados e o milagre econômico
Para o seu milagre econômico, a então RFA precisava de muito mais força de
trabalho. Entre 1955 e 1973, empresas e instituições do governo trouxeram por
volta de 14 milhões de "trabalhadores convidados" de Itália, Marrocos, Turquia e
outros países do Mediterrâneo para a Alemanha Ocidental. Desse total, por volta
de 3 milhões permaneceram, trazendo posteriormente as suas famílias e criando
assim um dos maiores grupos de alemães com origem estrangeira.

1973-2000: Chegam os repatriados
Mesmo após o fim do recrutamento de trabalhadores, em 1973, a população
estrangeira na Alemanha aumentou de 4 para 5 milhões até 1989. O motivo
foi o crescimento familiar dos trabalhadores convidados, mas também a entrada
de um grupo de migrantes que só passou a chamar atenção após o fim da Guerra
Fria: 3,3 milhões dos 4,5 milhões de repatriados, que hoje vivem na Alemanha,
imigraram depois de 1987. Estes incluem, principalmente, os descendentes de
colonos alemães da antiga União Soviética e da Romênia.

1990-2014: Mais guerra na Europa
O colapso do bloco soviético levou ao deslocamento em massa de refugiados para
a Alemanha. Entre 1990 e 1993, foram feitos 1,2 milhão de pedidos de asilo no país.
Após o endurecimento da legislação, em 1993, esse número diminuiu rapidamente.
O maior grupo de solicitantes a quem foi concedido asilo tentava escapar da guerra
civil que se seguiu ao desmantelamento da antiga Iugoslávia na década de 1990.
Com a livre-circulação de pessoas dentro da União Europeia, na década de 2000,
aumentou o número de imigrantes do bloco. No total, entre 1991 e 2013, vieram
17 milhões de estrangeiros – da União Europeia e países terceiros – para a Alemanha.

2015: Refugiados bem-vindos
Solicitantes de refúgio da antiga Iugoslávia e da Albânia continuam a vir para a
Alemanha – em 2014 foram 30% de todos os requerentes. As suas chances de
sucesso, no entanto, são baixas, já que seus países são considerados politicamente
seguros. Por conseguinte, é questionável se eles poderão permanecer na Alemanha.
O mais provável é que isso aconteça com centenas de milhares de refugiados da
guerra civil da Síria e do Iraque, que formam atualmente o maior grupo entre os
requerentes de asilo. Segundo dados oficiais, o governo alemão espera receber,
este ano, 800 mil solicitantes de refúgio.
Fonte: www.dw.de
Deutsche Welle

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