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Aposentados mais uma vez no prejuízo.
Samstag, 24. April 2010 um 15:46 Uhr

Lula trava reajuste de aposentados.

Depois de reunião com ministros, presidente rejeita proposta superior a 6,14% para quem recebe acima do salário mínimo.

 

O governo voltou a radicalizar e insiste em manter em 6,14% o reajuste do aposentados com benefício acima de um salário mínimo. A avaliação é que a falta de consenso no Congresso em torno do acordo para elevar o aumento a 7% inviabilizou essa proposta, levando o governo a endurecer a negociação.

Para discutir o assunto, o presidente Lula reuniu ontem vários ministros. De acordo com Alexandre Padilha (Relações Institucionais), os congressistas vêm a cada dia apresentando uma nova proposta:

– Ficou claro que não existe mais consenso.

Entre tantos vaivéns, Padilha disse que voltará a discutir o assunto na próxima semana com os líderes da base aliada e afirmou que o governo espera que o Congresso tenha “sensibilidade” para compreender os limites orçamentários.

Há 10 dias, ministros envolvidos na negociação já tinham declarado que o governo não se comprometeria com nada além dos 6,14% concedidos em janeiro. As afirmações foram uma resposta ao rompimento de acordo costurado na Câmara entre a base aliada e o governo para elevar o índice para 7%.

Desgaste político reverteria decisão, afirma sindicalista

Depois de acertar esse reajuste com os deputados da bancada governista, o Executivo foi surpreendido pelos partidos aliados no Senado, que defenderam aumento de 7,71%. Com a rebelião entre os senadores, os deputados também passaram a reivindicar esse índice. À revelia do governo, a base aliada e a oposição anunciaram o apoio ao percentual de 7,71%. Nos últimos dias, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), propôs um reajuste escalonado, mas o Executivo descartou a possibilidade.

O discurso do governo de que manterá a proposta dos 6,14%, porém, ainda não convenceu. O presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), está confiante de que o governo vai ceder aos apelos dos aposentados, para impedir desgaste político em um ano eleitoral.

– É mais barato para o governo aceitar o acordo já firmado entre os líderes da Câmara e do Senado e aguardar com mais tranquilidade as eleições – afirmou Paulinho.

Atualmente, nove milhões de aposentados ganham mais de um salário mínimo.
Fonte: Zero Hora.

 

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